Por Sonny Barger, com Darwin Holmstrom
William Morrow (HarperCollins); 288 páginas; $23.99

Para Sonny, um motociclista é uma pessoa que nem mesmo tem um carro; uma pessoa que não roda em sua moto somente até o trabalho quando o tempo está bom, mas sim uma pessoa que faz viagens pelo país, alguém capaz de estabelecer um relacionamento com um objeto inanimado – e é o que ele espera fazer do leitor.
Sonny conhece motos, e ele fornece uma boa noção do conhecimento que adquiriu ao longo de seus 60 anos de estrada. Ele assume que o leitor não conhece nada e abrange cada porca e parafuso, políticas de seguros e o estereótipo biker, a começar pelos seus motivos para rodar, desde economia de combustível e irmandade (especialmente se você é membro de um moto clube), até a liberdade da estrada. Ele é americano, mas surpreendentemente não é fã de Harleys e despreza mais ainda as motos italianas. “Se você for comprar algo italiano, que sejam armas ou sapatos...”, ele adverte.
Eu não sou um motociclista e o que poderia ter-se tornado um livro chato para mim acabou sendo divertido devido ao senso de humor de Barger. Infelizmente, o próprio Sonny parece ter se entediado na metade do livro, onde seu humor começa a desaparecer. Esse parece também ser o ponto onde o revisor parou de trabalhar (gramática e ortografia sofreram). São pequenos pontos fracos, mas algo que não se esperaria de uma editora de reputação. E será que era realmente necessário enfatizar que “você deve comprar um kit de ferramentas métricas se os parafusos da sua moto utilizam o padrão métrico?” Até mesmo eu sei disso. O tema da evolução dos designs das motos alivia um pouco o entediante mundo de porcas e parafusos. Um tema de interesse em particular é como a “Harley-Davidson vendia motos que já estavam ultrapassadas quando eram lançadas.” Mas Barger abraçou as Harleys porque elas eram as melhores motos americanas até a Victory aparecer, em meados dos anos 80.
Este livro é para as pessoas que não sabem nada sobre motos, mas querem aprender da forma mais difícil. Barger não se cansa de enfatizar que é preciso dedicação para ser um biker. Ele fala sobre irmandade e sobre seu papel em um moto clube 1% e da dedicação que é necessária para ser um membro, mas nunca menciona que esse clube é o Hells Angels. Isso não deveria ser relevante, mas eu mesmo não saberia ao menos quem é Sonny Barger se não fosse pelos Hells Angels. Mas, novamente, o livro não é sobre Sonny ou seu clube. É sobre o que é necessário para ser um motociclista, e quem melhor para escrever sobre isso do que alguém que dedicou a sua vida inteira a isso.
Fonte: The Beachside Resident
Tradução: Dan PRYMUS M.C.
Um comentário:
Esse livro acabou de chegar na minha casa....
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